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O Vento e Suas Histórias

 Tipicamente, o vento está associado às quatro direções da bússola. Cada uma delas representada por deidades e qualidades diferentes. O vento é o precursor das diferentes condições climáticas de acordo com o clima local. Ao longo da costa noroeste da América, os nativos Tsimshian acreditam que os quatro grandes ventos eram os grandes chefes dos quatro cantos do mundo; depois de decidir como seus poderes deveriam ser equilibrados, as quatro estações foram estabelecidas. Para os antigos gregos, os quatro ventos eram visualizados como deuses impetuosos e rebeldes aprisionados nas cavernas de Aeolus, deus chefe dos ventos; seus nomes eram Boreas (o vento do norte), Auster (o vento do sul), Eureus (o vento do leste e da manhã) e Zephyr (o vento do oeste e da noite). O conhecimento das correntes de ar e de seus efeitos é fundamental para a arte chinesa do feng shui. Os chineses indentificam oito em vez de quatro ventos, correspondendo aos oito trigramas que formam a base I Ching. De acordo com a lenda, o vento foi a criação do Tigre Branco do Oeste, enquanto em uma outra história, os ventos foram liberados de um saco. Também diziam que o deus japonês Fujin mantinha o vento dentro de um saco. Os celtas utilizavam seu conhecimento sobre os ventos para prever o clima, enquanto o “vento sobrenatural dos druidas”, criado à vontade pelas exalações de um druida, significava poder sobre os elementos, e aliaram a respiração ao vento como veículo de magia.   Entre o povo Apache nativo americano, as aspirais nas pontas dos dedos são consideradas indicações do caminho do vento que entrou no corpo na hora da criação, enquanto as aspirais na sola dos pés mostram como o vento (ou alma) deixará o corpo na hora da morte. Acredita-se que o vento se comunique com os humanos: entre o povo Navajo, o Filho do Vento sussurra as histórias para os heróis. Como alternativa, o vento pode “falar” através de um instrumento; exemplos incluem o rugido do búfalo usado pelos xamãs dos aborígines australianos e dos nativos americanos e a harpa eólica dos antigos gregos. Os muitos “humores” do vento estão descritos nos termos vocais, como “rugido”, “suspirar” ou “sussurrar”.