image
Logo Essência Cigana
CADASTRO DE NOVIDADES

ACEITAMOS

Bandeiras
Facebook
fone e endereço
CURIOSIDADES
idolatria5

O Espiritismo

   Em 1847, episódios curiosos começaram a ocorrer na granja da família Fox, em Hydesville, Nova York. Ruídos, batidas na parede e objetos se movendo sem explicação. As filhas do casal Fox; Margaret e Katie criaram um código de sinais para poderem dialogar com aquilo que acreditaram ser um fantasma ou espírito. O código era rudimentar, a mesa (objeto escolhido por ser cômodo, móvel e porque é mais fácil e natural sentar-se em volta de uma mesa do que de qualquer outro móvel), respondiam SIM ou NÃO às perguntas por meio de movimentos e ruídos. Mas o mais importante desses fenômenos é que para receber a mensagem, eram necessárias disposições especiais, isto é, mediúnicas, como as que possuíam as adolescentes Fox. Por volta de 1850, a comunicação foi se aperfeiçoando, as pessoas sentavam-se ao redor de uma mesa, colocavam as mãos sobre ela e recitavam o alfabeto. Cada vez que fosse proferida a letra que servisse para formar as palavras, a mesa dava uma batida com uma das pernas. Também adaptou-se um lápis a uma cesta que, posta sobre uma folha de papel, escrevia automaticamente. Os fenômenos se multiplicaram, as mesas dançavam, ficavam sobre um ou dois pés, sob comando, batiam no chão o número de vezes pedido (foi dado ao fenômeno a designação de danças das mesas ou mesas girantes); as cestas escreviam, chapéus, bacias, pratos, livros, tudo se movia.  Logo a curiosidade tornou o fenômeno um novo e excitante passatempo, durante anos as mesas dançantes, ruídos e objetos escreventes foram a atração do salão em várias cidades dos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra, Alemanha e França. Mas passada a surpresa inicial, surgiram os homens que começaram a interpretar essas manifestações através de uma observação contínua e uma interpretação científica, essas comunicações foram explicadas como efeitos inteligentes de causa inteligentes, não apenas uma artimanha mecânica ou um inexplicável fenômeno físico, mas uma atividade de uma inteligência, que não dependia de receptor das mensagens ou de seus assistentes, mas que provinha de outra fonte, outra causa. Homens de ciência, professores e cléricos começaram a investigar e fundar sociedades “para pesquisa psíquica” com a finalidade de estudar vários casos e verificar o quanto de fraude ou de verdade havia neles.  Geralmente, essas sociedades partiam da informação de que o conhecimento até então sobre a natureza e suas leis era insuficiente e que esses fenômenos não poderiam ser explicados à luz das teorias da época.  Muitos explicavam como uma comunicação com espíritos desencarnados, de mortos, de parentes e amigos  que queriam se comunicar com seus entes queridos. Essa comunicação é uma prática muito antiga: egípcios, caldeus, persas, chineses, gregos e os povos tribais americanos e africanos se comunicavam com seus antepassados através do formas mágicas ou religiosas. Várias passagens do Antigo Testamento atestam a freqüência de tal prática entre os povos vizinhos dos hebreus.  Apesar de atacada e questionada, essa teoria foi se sedimentando através de evidência dos fatos e da fragilidade das explicações alternativas, deixando de lado o sobrenatural e o fantástico, para repousar na análise sistemática e num início de um estudo profundo.