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A LINHA DOS CIGANOS

 

FILHOS DO VENTO

Os ciganos são poeticamente denominados "Filhos do Vento" por sua liberdade, fluida mobilidade e errância. Sempre ao sabor do vento, percorrem os quatro cantos do mundo em sua mágica trajetória. Profundos conhecedores dos caminhos, em sua saga milenar, vêm recolhendo conhecimentos iniciáticos de todas as culturas e tradições.

Seus magos, os "Kakus", detêm segredos da alta magia, sendo versados também na arte da cura e em Fitologia. A magia faz parte de seu cotidiano, e todo cigano, quando chega à puberdade, recebe iniciaticamente, como "ferramentas", um punhal que empunha com a mão direita e uma garra seca de galo que segura com a esquerda.

 Sua cultura extremamente sofisticada vem, há vários séculos, influenciando grandes artistas ocidentais. Paganini, que era o único "gajón" (não cigano) a ser convidado em suas festas, tocava febrilmente seu violino acompanhando os dançarinos. As inovações por ele introduzidas em seu instrumento tiveram origem na técnica violinística cigana, com seus sinuosos arpejos e modulações. Esse prodigioso violinista iniciara-se também na magia cigana do fogo e suas escalas secretas. Com os trinados de seu violino, acendia velas em candelabros, estrategicamente Dispostas no palco.

. Os magistrais músicos ciganos, como Camarón de La Isla, Manitas de Plata e outros, que com sua arte fazem rodopiar a energia, são denominados "os que possuem EI Duende”. 19

O compositor Claude Debussy viajava até a Hungria apenas para ouvir num pequeno cabaré um violinista cigano que, segundo suas palavras, "Imantava o Espírito da Música". O escritor espanhol Garcia Lorca celebrizou, em livros como Romancero Gitano, a poesia e o espírito romântico cigano andaluz.

 NÔMADES DO TEMPO

Regido pelo tempo (Oiá) e pelo espaço (Oxalá), o povo cigano se move livremente tanto no espaço como no tempo. Admirados e temidos por seu poder, os magos ciganos herdaram dos indianos o "Barcat" ou Olho de Fogo, capacidade oculta de transmissão de energia por meio dos olhos. Os elementos relativos ao culto do fogo, presentes entre os ciganos, foram adquiridos também quando esse povo esteve estabelecido na Pérsia, antes da dominação islâmica.

 Utilizam o elemento espelho, para refletir o tempo, a memória ancestral, os conhecimentos, a arte da cura e o dom da vidência. Nômade do tempo é lendária a vidência de seus magos e sacerdotisas. Por meio de cartas ou suportes materiais como bolas de cristal, estrelas do mar e simples copos d água, o futuro, o presente e o passado desdobram-se no vórtex temporal de suas visões. O símbolo da vidência entre os ciganos é a coruja, presente em anéis, talismãs e colares, pois "enxerga no escuro".

 CARAVANA DO SOL

Precisar origem para a mágica e errante caravana é como tentar fixar o vento. Há indícios que apontam o início de sua história por volta do milênio IV A.C., com povos irano-mediterrâneos e sumérios, no baixo vale do Eufrates, empurrados para a Índia, com a pressão dos mongóis e dos Impérios Hitita, Armênio e Persa. Embora apontada como errônea e sem base científica pela maioria dos autores e especialistas, a origem egípcia dos ciganos é tida como muito anterior à passagem pela Índia. * A saga cigana é milenar e provavelmente estivera em alguma passagem antes do Antigo Egito.

 Em 1750 A.C; algumas tribos ciganas passaram por vários lugares, chegaram ao Egito e, após tantas voltas, permaneceram na Índia por mais tempo, daí surgindo à influência indiana em sua cultura. No ano 1000 D.C., espalharam-se pelo Oriente e pela Europa, passando pelo Egito, do qual têm sido através dos séculos, grandes guardiões dos seus segredos iniciáticos.

 A denominação cigano, gitano, gypsy vem do termo egipciano, sendo chamados de "egípcios" na Península Ibérica.

A saga gitana estabeleceu-se por milênios no centro-norte da Índia, no Rajastão. No século X, teriam de lá sido expulsos. Daí a: grande semelhança entre o híndi e o romanês, a língua cigana. Água, por exemplo, no híndi e no romani é pani.

A tradição cigana é oral, não havendo livros confiáveis sobre o assunto.

 Aliás, a grande maioria dos ciganos nem sabe ler e escrever. Os ciganos riem das bobagens escritas nessas obras e até as apreciam, pois seus segredos permanecem intocados.

Uma característica marcante do povo cigano é a liberdade em relação às nacionalidades, aos padrões sociais e aos preconceitos que escravizam. Outra característica é o seu conhecimento magístico e curandeiro, principalmente nos campos da saúde e do amor.

 O Brasil acolheu os primeiros ciganos no século XVI, enviados de Portugal como degredados, em 1574, para aqui trabalharem como ferreiros e ferramenteiros.

Eram conhecedores da mãe natureza e dos mistérios da incorporação de seus ancestrais, mas aqui chegaram como católicos. Só vieram como autônomos, a partir do século XIX, 1808, acompanhando o séquito de Dom João VI.

 OS CIGANOS NA UMBANDA

Assim como ocorre com as demais linhas de trabalho, legiões e falanges que atuam na Umbanda, também os ciganos estão a serviço do mundo astral. Têm como sustentadores espíritos antigos e evoluídos de seu povo, que preservam seus costumes na forma de trabalho e propiciam a ampliação dessa corrente, acolhendo espíritos ciganos, merecedores de trabalhar no contexto espiritual.

Saudação: Salve os Ciganos!

Já comentamos que a corrente-astral de Umbanda é aberta a todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independentemente de suas origens terrenas e encarnações, e que os acolhe em suas linhas de ação.

Houve época em que dirigentes umbandistas não aceitavam ciganos em seus trabalhos. Eles incorporavam, então, disfarçados, nas linhas dos Baianos, Exus e Pomba-gira.

. O Oriente luminoso que organizou a Umbanda, antes das décadas de 195Q e 1960, integrou os espíritos ciganos à Linha do Oriente. A Umbanda acolhe todos os filhos de Deus em suas linhas, e tamanha foi a simpatia do povo umbandista por essas entidades e a seriedade de seu trabalho, orientando com sabedoria, ensinando a beleza da criação e a alegria de viver, que foi criada uma "linha" ou corrente independente, específica para eles, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos.

Seus trabalhos estão voltados para as necessidades mais terrenas dos consulentes, e, hoje, a influência do povo cigano na Umbanda cresce cada vez mais.

Na Linha dos Ciganos, encontramos espíritos que tiveram encarnações como ciganos e também os que foram atraídos para essa linha por afinidade com a magia cigana. Por isso, os ciganos na Umbanda não têm obrigatoriamente de falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer adivinhações. Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados e outros não.

A Linha dos Ciganos tem seus rituais e fundamentos adaptados à Umbanda. É uma linha espiritual especial, hoje em expansão, cujas entidades trabalham na irradiação dos Orixás, mas louvam sua padroeira Sara Kali-yê.

 A influência das entidades ciganas se fez presente, desde a I metade do século XX, no culto da Jurema ou Catimbó, com o deter chefe kalon, Mestre João Cigano.

Os ciganos são desprendidos das coisas materiais e exemplos de liberdade, de amor à natureza e a Deus.

São monoteístas, conhecem o livre arbítrio, a lei de causa e efeito, acreditam na reencarnação e são austeros e severos do ponto de vista religioso.

São profundos conhecedores das magias e das essências dos elementos água, terra, fogo e ar, das ervas e das pedras, reconhecendo todas as dádivas da natureza como bens divinos.

Na Umbanda, atuam como guias espirituais de maneira extremamente respeitosa e sempre procuram mostrar o caráter fraterno do povo seu respeito com o alimento e a capacidade de repartir o pão. Aceitam o ritual umbandista, como meio evolucionista, e retribuem com suas ricas orientações e com a alegria de seus cantos e danças.

 São bastante conhecidos na Umbanda os ciganos Ramiro, Pablo, Juan, Igor, Juanito e as ciganas Sara, Madalena, Rosita, Esmeralda e muitas outras. As entidades ciganas atuam nas irradiações dos diversos Orixás, e podemos, numa gira, por exemplo, abrir os trabalhos com Pai Ogum - Orixá do ar, ordenador dos caminhos - e sustentá-lo com mãe Egunitá (fogo), pois os ciganos sempre estão ao redor de suas fogueiras, ou abrir e sustentar a gira com outros Orixás da Umbanda.

Da mesma forma que as outras linhas têm seus Exus Guardiões e Pombogiras Guardiãs, também os ciganos se apresentam na esquerda, fazendo a guarda dos médiuns e dos terreiros, como o Exu Cigano, a Pombo gira Cigana, a Cigana do Oriente e outros.

 A presença de ciganos tem sido cada vez mais constante na Umbanda, e, em muitos terreiros, eles próprios já pedem para que os médiuns trabalhem com roupa branca e tenham apenas os seus elementos magísticos, como lenços, baralhos, espelhos, adagas, anéis e outros. Nos dias de suas festas, podem ser utilizados os violinos, a cítara, a viola, os pandeiros e outros instrumentos característicos.

 OFERENDA PARA O POVO CIGANO

Os ciganos são oferendados em campos abertos, com fitas e velas coloridas, moedas antigas, mel, vinhos, broas, frutas e flores variadas, folhas de sândalo e de tabaco, que podem ser arrumadas em cestas de vime ou sobre folhas.

 

 

 Ponto da Cigana do Oriente

 

Vem chegando, com seu povo,

A Cigana do Oriente, Das noites enluaradas.

E das tardes de Sol poente.

Ela é ciganinha,

Tão jovem na aparência, Mas tem poder e tem mistério.

Na essência.

 

Ponto de Pombogira Cigana

Ponto de Pombogira Cigana Eu quero ler seu futuro... Seu passado e seu presente Sou Pombogira Cigana... Que venho do Oriente.

Gosto de jóias A